Boas vistas

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

IRELAND: WATER, FIRE, LAND AND WIND


Relembrar a Irlanda, relembrar o misticismo da mãe natureza. Sentir apenas!

The Valley

A rock on the beach

Limestone

"Light in August"



The snake and the wind

Running to the lighthouse


The misterious sound of silence


Skywalker


Two islands in the island


Patchwork


Flying high


House


"Jesus Christ Superstar"


An Irish bath


The ancient church


"The house of fun"


Meditation


The entrance to the palace of the gods


 Lands end


 Castle


Boat

Castle 2

Thinking about

From the earth to the sky

THE WIND OF IRELAND

quarta-feira, 11 de julho de 2012

LINHA DO SABOR 2- ETAPA I

Será já impossível definir este trilho como sendo um local onde outrora passavam comboios em bitola estreita, capazes de tirar esta região do isolamento a que estava votada ( e continua a estar) , ou até para escoar o minério de ferro das minas do Reboredo (o que não é preocupação das autoridades há já muito tempo). Da linha nem sinais! Diz-se que foi vendida por um bom preço...!, os carris, pois que tudo o resto está votado ao abandono!; do espaço onde esta linha outrora existiu, e aparentemente não pode ser vendido (ou pode?) restam pedaços quase intransponíveis, mesmo a pé.

Em frente à estação de Duas Igrejas

A 1 de Agosto de 1988 terminou todo o serviço ferroviário nesta linha da margem direita do rio Douro. O início da sua construção deu-se em 1911 e foi concluída em 1938. Nunca foram estendidos os carris até à magnífica cidade de Miranda do Douro, preferindo-se Duas Igrejas, como seu términus, omitindo assim 10km de linha e a possibilidade de se fazer a ligação com Espanha. A história é curta e os portugueses não sabem fazer bem a introspecção do passado no que toca ao património. Esquecemos as gentes, as tradições, os lugares, porque simplesmente para a maioria eles nem sequer existem!

Estação de Duas Igrejas

 Fica a memória de alguns. Pedaços de um passado aparentemente inexistente tal é o abandono.


Estação de Duas Igrejas, cais de embarque

Planeada a jornada a pé, de modo a vivificar o que resta da Linha do Sabor,  para se feita em 3 etapas (3 dias), optou-se por começar no topo norte, envolvendo alguns malabarismos de logística. Ou seja, começar em Duas Igrejas e percorrer toda a linha até ao Pocinho, do km 105,3 ao km 0, respectivamente.
Apesar de tudo, é mais fácil chegar a esta localidade agora, desde que existe o IC5, embora esta estrada não conste nos mapas mais actualizados...

Engenhoca para rodar as locomotivas

E começámos a descer o Nordeste Trasmontano, num dia de muito calor, como só o nordeste pode oferecer, mesmo neste Verão esquisito.

Começo da caminhada, em direcção ao Pocinho.

Vontade não faltava mas os obstáculos são logo ali, a 50 metros do início.

Linha obstruída. Saltamos pelo menos 3 vedações.

Este será o modo como teremos de percorrer a maior parte do trajecto... ora por entre a vegetação, ora ao lado pelos campos cultivados, ora procurando caminhos que se não desviassem muito do antigo traçado da linha.

Pele de cobra. Neste local vimos a cobra a fugir-nos junto aos pés.

 Como relembrar a paisagem que de comboio podia ser observada?

A paisagem no planalto mirandês

Caminhar ao lado da ex-linha

Os "amigos"nordestinos

Silhueta do companheiro de viagem

Sair da linha para continuar

Primeiro apeadeiro, Fonte da Aldeia

Dentro do apeadeiro

Pare, escute e olhe

Restos

O mais verde era a antiga linha

Burro ao lado da linha

A "senhora da água fresca"

O tempo da "senhora da água fresca"

Caminho ao lado da linha

A estação de Sendim

Um invento do nordeste
 

Sem carris 


O apeadeiro de Urrós 


Caminheiro atrás das grades 


A saída impossível, a senda impossível!


Passagem inferior 


Enrolamentos 


À moda antiga 


Um bom trecho da "não-linha" 


Linha inundada. Até de represa serve...


 Mais ou menos linha


Um novo companheiro de viagem, qual anjo em momentos difíceis! 


A chegada a Variz. Momento de bolhas nos pés. Sinal de alarme! 



A estação de Variz, em frente e verso. 


A saída penosa em bom caminho 


 Recortes do Nordeste grandioso.


Ainda se vê o trilho da linha 


Quase nem trilho, nem companheiro. As bolhas, meu Deus, as bolhas! 


Castanheiros no pão 


Passagem superior interdita 


Estação de Mogadouro. 

O objectivo não ia ser cumprido. A cerca de 10 km de Mogadouro, na estação do mesmo nome,  parámos devido a problemas nos pés, com bolhas enormes. Imperdoável para quem está habituado a andar. Fomos dormir à vila, para regressarmos no dia seguinte e apenas conseguir andar, penosamente, até Vilar de Rei. Impossível continuar!
Fica a certeza de regressar em breve e fazer o que está por acabar.


A silhueta do dia seguinte. 


A linha e eu EM BAIXO 



 Paisagem para terminar... por hoje!



 Propositadamente não fotografei  o bonito apeadeiro de Vilar de Rei. Será outra entrada, a começar por aqui. Com menos calor, menos peso às costas e pés bem tratados.

Resta dizer, mais uma vez, que temos gente a mandar neste país, que nem devia ter qualquer espécie de responsabilidade. É lamentável o que aconteceu com estas linhas que foram desactivadas. Só mostra quão pobres de espírito somos... ou então houve muitos interesses pelo meio.