Boas vistas

domingo, 6 de maio de 2012

IRLANDA, Dublin

Há um país cuja densidade de prémios Nobel da Literatura é maior que nos outros. A pergunta é "porque será?"
País a norte, batido pela chuva, o frio e o vento, talvez os elementos convidem a ficar debaixo de um teto... Talvez por isso, tivessem inventado uma forma peculiar de estar (ao redor de uma mesa de um pub, a conversar e a cantar,  a inventar formas de escrita, de histórias, de movimentos interiores transformados em palavras e frases e livros e músicas), uma forma peculiar de ser.
Ser de Dublin parece ser-se diferente.Bem disposto, solícito, agradável para a conversa e para a música!
Talvez tenham também a música mais bela do planeta!...


 Talvez seja um país, uma cidade diferente! Vê-se pelo ar de James Joyce.

Perto da O´Connel Bridge

O Rio Liffey

Atravessando a ponte

Gradeamento do Trinity College

Very British

A house in Grafton Street

Solidão. A dança do velho em Grafton Street

St. Stephen´s Green. Um dia de sol com chuva no futuro próximo


Hiden bike


Plátano em pedaço a P&B

As dua Irlandas

 Christ Church ao rubro

Yeats


Yin e Yang no castelo de Dublin

Um outro Pub

Temple Bar

Millennium Bridge

Sucesso outdoors

Algures


Liffey

at night

Blue Dublin

Para o futuro.
Dublin apetece; espera-se sorrisos, palavras e música. A vida não é para lamentos.
Um povo com uma história de lutas, de fome e de imigração.
Uma cidade de paixões!


passa-se assim por Dublin: através de uma lufada de ar forte, mas ficamos estáticos!








segunda-feira, 26 de março de 2012

ALVITES



ALVITES

Vi a escória dos tempos escoar-se
entre uma oliveira
 e outra oliveira.

Vi a agonia de um membro fracturado,
braço ou asa,
um olho que perde o viço.

Vi o intenso luar,
vi Rosebud.

Eu vi como
em Alvites se fabrica o mundo,
tão fácil como fabricar o pão.

A. M. Pires Cabral. Antes Que o Rio Seque. Assírio e Alvim. Lisboa. 2006. P:243-244.




Curiosidade ao negro

Amarelos

Porta

Casa do povo

Igreja

Casa senhorial 1


Casa senhorial 2


Portal do tempo

A vida de Alvites

"Janelo" para o mundo

Escada arriscada

Oliveira arisca

Combinação ao rubro...

com varanda.

O silêncio das mulheres.


Será que a andorinha sabe o futuro???
















GRIJÓ, CASTELÕES E VILAR DO MONTE

GRIJÓ




OS VELHOS

Porque se demoram
os velhos de sal no rosto?

Sentam-se ao sol, escoram
o corpo ansiado nas bengalas.
Comem e riem sem gosto.

Entram na igreja e com gengiva nua
mansamente pedem e adoram.

Porque se demoram?
Aos tropeções na casa são fastio
os velhos de tão gasta serventia.

O que pensam quando passa mais um dia?
Porque parece que choram
sempre seus olhos de frio?

Porque se demoram?

A. M. Pires Cabral. Antes Que o Rio Seque. Assírio e Alvim. Lisboa. 2006. P:22.



















CASTELÕES







VILAR DO MONTE- Igreja