Há um país cuja densidade de prémios Nobel da Literatura é maior que nos outros. A pergunta é "porque será?"
País a norte, batido pela chuva, o frio e o vento, talvez os elementos convidem a ficar debaixo de um teto... Talvez por isso, tivessem inventado uma forma peculiar de estar (ao redor de uma mesa de um pub, a conversar e a cantar, a inventar formas de escrita, de histórias, de movimentos interiores transformados em palavras e frases e livros e músicas), uma forma peculiar de ser.
Ser de Dublin parece ser-se diferente.Bem disposto, solícito, agradável para a conversa e para a música!
Talvez tenham também a música mais bela do planeta!...
Talvez seja um país, uma cidade diferente! Vê-se pelo ar de James Joyce.
Perto da O´Connel Bridge
O Rio Liffey
Atravessando a ponte
Gradeamento do Trinity College
Very British
A house in Grafton Street
Solidão. A dança do velho em Grafton Street
St. Stephen´s Green. Um dia de sol com chuva no futuro próximo
Hiden bike
Plátano em pedaço a P&B
As dua Irlandas
Christ Church ao rubro
Yeats
Yin e Yang no castelo de Dublin
Um outro Pub
Temple Bar
Millennium Bridge
Sucesso outdoors
Algures
Liffey
at night
Blue Dublin
Para o futuro.
Dublin apetece; espera-se sorrisos, palavras e música. A vida não é para lamentos.
Um povo com uma história de lutas, de fome e de imigração.
Uma cidade de paixões!
passa-se assim por Dublin: através de uma lufada de ar forte, mas ficamos estáticos!
domingo, 6 de maio de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
ALVITES
ALVITES
Vi a escória dos tempos escoar-se
entre uma oliveira
e outra oliveira.
Vi a agonia de um membro fracturado,
braço ou asa,
um olho que perde o viço.
Vi o intenso luar,
vi Rosebud.
Eu vi como
em Alvites se fabrica o mundo,
tão fácil como fabricar o pão.
A. M. Pires Cabral. Antes Que o Rio Seque. Assírio e Alvim. Lisboa. 2006. P:243-244.
Curiosidade ao negro
Amarelos
Porta
Casa do povo
Igreja
Casa senhorial 1
Casa senhorial 2
Portal do tempo
A vida de Alvites
"Janelo" para o mundo
Escada arriscada
Oliveira arisca
Combinação ao rubro...
com varanda.
O silêncio das mulheres.
Será que a andorinha sabe o futuro???
GRIJÓ, CASTELÕES E VILAR DO MONTE
GRIJÓ
OS VELHOS
Porque se demoram
os velhos de sal no rosto?
Sentam-se ao sol, escoram
o corpo ansiado nas bengalas.
Comem e riem sem gosto.
Entram na igreja e com gengiva nua
mansamente pedem e adoram.
Porque se demoram?
Aos tropeções na casa são fastio
os velhos de tão gasta serventia.
O que pensam quando passa mais um dia?
Porque parece que choram
sempre seus olhos de frio?
Porque se demoram?
A. M. Pires Cabral. Antes Que o Rio Seque. Assírio e Alvim. Lisboa. 2006. P:22.
CASTELÕES
VILAR DO MONTE- Igreja
OS VELHOS
Porque se demoram
os velhos de sal no rosto?
Sentam-se ao sol, escoram
o corpo ansiado nas bengalas.
Comem e riem sem gosto.
Entram na igreja e com gengiva nua
mansamente pedem e adoram.
Porque se demoram?
Aos tropeções na casa são fastio
os velhos de tão gasta serventia.
O que pensam quando passa mais um dia?
Porque parece que choram
sempre seus olhos de frio?
Porque se demoram?
A. M. Pires Cabral. Antes Que o Rio Seque. Assírio e Alvim. Lisboa. 2006. P:22.
CASTELÕES
VILAR DO MONTE- Igreja
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