Boas vistas

segunda-feira, 26 de março de 2012

MALTA- Macêdo de Cavaleiros.

É algo quase incongruente e impossível encontrar esta aldeia, perdida numa serra do nordeste transmontano, a Serra de Bornes, com um nome como o de MALTA, com associações lendárias aos Cavaleiros da Ordem de Malta e que tenha uma igreja, pequena, é certo, mas única na sua arquitectura. Quem vê fica espantado.
E só mesmo um transmontano nordestino será capaz de nos traduzir um pouco da mística emanada por tal local:


MALTA

Recatada numa dobra
da serra desabrida
como a pérola na ostra se contém.

Mas o bivalve, acautelado,
esconde e acalenta
o seu tesouro,
enquanto a serra o revela.

Basta para isso termos o olhar
fito nas vagas
além das névoas, da neve,
dos soutos, das giestas e das fragas.

A. M. PIRES CABRAL, Antes que o Rio Seque. Assírio e Alvim. Lisboa. 2006. P:246-247.



Este outro natural de Malta, cuja graça é Francisco António Carneiro, (por outros motivos notícia de jornal local)  tem um ar de pureza e palavras sábias. Retira o chapéu para a fotografia e diz que o tempo vai como as pessoas do mundo: irado, desavindo, onde nem irmãos se dão bem, com ódios e invejas. Esta é a razão da seca que graça em todo o Portugal e que aqui, é bem mais sentida que nas cidades.




Já se rezou aos santos mais milagreiros que, esses, só saem dos seus nichos em alturas de grande aflição, como a seca que estamos a viver.


Exterior.

 Sarcófago. à frente na base,  forma zoomórfica.

Púlpito virado para o exterior, onde, na festa, se faz o sermão.


A forma zoomórfica.


Várias do interior:

De notar que este é o altar virado a sul, mais utilizado no dia a dia. Virado a oeste, em ângulo de 90º, neste igreja pequena (porquê 2 altares em V?), o outro altar da foto seguinte, onde está o padroeiro pousado no chão, ainda sobre um andor:


Divino senhor Santo Cristo.


Pormenor do tecto.


Os dois altares
 Talvez sejam estas as 5 tábuas quinhentistas com a Nossa Senhora, o cristo Ressuscitado, S. Cristóvão, S. Miguel e S, João Baptista, no altar da foto de cima.




Uma forma curiosa de rezar...




 Pormenor do exterior.


 Esta será uma terra para maiores e melhores prospecções.



 MALTA

visito Malta   essoutra ilha   não
no Mediterrâneo   aqui em Trás-os-Montes
concelho de Macedo   ilha entre ilhas
comovente retirada casta e brava

visito Malta   ilha a Nordeste
pendente algures dum contraforte claro
desta serra a Nordeste

em Malta   a comovente    vejo cabras
como em rebanhos de velho testamento
roendo cardos os mesmos de há milénios

visito Malta   a bíblica   a ilha
entre ilhas   na serra enternecida
não sei se Malta é   se foi   ou há-de ser


A. M. PIRES CABRAL, Antes que o Rio Seque. Assírio e Alvim. Lisboa. 2006. P:39-40.
No Cabeço do Caramouro, com o rio Azibo aos pés, sobre fragas escarpadas que os automóveis hoje vencem sem dificuldade, ergue-se o Convento de Balsamão, da Senhora do bálsamo na mão como reza a lenda.
 Em 1754 construiu-se um hospício confiado a Frei Casimiro Wiszynsky. Este, ganhou fama de santo tal foi  o seu impressionante ministério. Ainda agora, a obra se deve aos frades polacos da congregação dos Marianos, oferecendo um local de repouso e meditação, embora a arquitectura do edifício seja muito pouco clássica.
O silêncio e a contemplação mostram-nos que as obras dos homens serão bem menores que as dos deuses.



Igreja: recentemente restaurada. Amplo e agradável interior de nave única.

O claustro com laranjeiras é um dos locais de sossêgo e sombra.

O poço.

Pormenor.

Ala direita

Monte das azinheira. A toda a volta do convento as cores e as flores são motivo de contemplação.

Na gruta, a Imaculada Conceição

Os quartos.

A sala de congressos.

Uma chaminé esquisita!!!

A ala esquerda.

mais pormenores arquitectónicos.

Despedidas.

Capelinha muito votada.

Memória!!

A Serra de Bornes ali ao lado...




TRILHO DO CORGO-Sta. Marta de Penaguião

Alvações do Corgo


Igreja de Alvações

Vila Maior e o céu

Corgo

Ponte do Corgo

Alvações

Mulher em direcção a S. João de Lobrigos

Portas de S. João

Laranjas de S. João

Igreja de S. João

Folas não caídas
Depois da subida...

Molas da roupa


Marão

Alto de S. Pedro. Vista da Régua

A destruição ao fundo

Cepas tortas

Doiro



Socalcos

Era uma vez uma linha para parar, escutar e olhar. Olhai!
Horta 1


Horta 2

Alvações

O Corgo.






Percurso circular, de moderada dificuldade. Necessário passar através de vinhedos, com cancelas que têm de ser abertas e novamente fechadas após passagem. Se os donos estão perto, fica bem pedir para passar.
Marcações ainda relativamente boas.