Boas vistas

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

TRILHO DE CUBAS. VILA POUCA AGUIAR (PR7)-23jUN2011

Mais um percurso, excelente na paisagem, que a Câmara de Vila Pouca de Aguiar nos oferece. Foi feito na companhia do melhor dos caminheiros, uma vez que, como se viria a demonstrar, foi ele que descobriu o seguimento do trilho ao oitavo quilómetro. Aí, a passagem estava obstruida, resultado da falta de manutenção da dita Câmara.



A saída de Barbadães de Cima, terra aparentemente triste. Não se via vivalma e caminhamos numa paisagem de castanheiros em flor.


A vegetação foi sempre muito variada, num dia de muito calor.


Estes caminhos são belíssimos e foi sempre a descer até Loivos.


Eis o caminheiro!




Alguns dos castanheiros sobrevivem à "tinta" e ao "cancro" retoiçando, mostarndo o poder sobre as doenças. Daqui a uns anos haverá alguns já resistentes(?)


Magníficas flores da castanea sativa.


Mais cancelas.






A subida para Cubas.


Um exemplar ainda em actividade de um carro de bois (carro de bois junguidos, 2 bois).




Esta é a Serra da Padrela, onde se veêm plantações recentes de castanheiros. Este soutos trazem riqueza através da exportação da castanha. O Brasil é um dos destinos preferenciais.






O final, na descida para Barbadães novamente.

Agarez/Galegos/Arnal- 5Mar2011


Em pleno Parque Natural do Alvão, este percurso relativamente curto, perto de Vila Real, atravessa Galegos da Serra e Arnal, esta última aldeia é uma das mais inóspitas e agrestes que conheço, para voltar ao início, Agarez.


A pequena subida, com vista magnífica sobre o vale de Vila Marim e a cidade de Vila Real, vai ao encontro da Ribeira de Arnal, que se atravessa numa ponte de betão junto ao moinho desactivado.


Águas de inverno na Ribeira de Arnal, perto do moinho de água.




Estas fragas são o prenúncio do que os deuses reservaram para esta vertente do Alvão.




A já referida ponte. A partir daqui começaremos novamente a subir em direcção a Galegos da Serra.


Um pouco da paisagem humana em Galegos.








Antiga casa do guarda-florestal, é hoje refúgio do Parque, podendo ser alugada. Um excelente local para um fim-de-semana.


Arnal, para além de imensos atributos do meu ponto de vista (o isolamento, o frio, as penedias, as paisagens, os lameiros, as gentes...) tem ainda um souto de castanheiros cuja idade já ninguém sabe dizer. Verdadeiro museu da castanea sativa, este souto merece um olhar demorado.





Nunca o caos granítico será tão bem definido como aqui, em Arnal.


Como foi possível, como é ainda possível, viver aqui!?




Saindo para norte de Arnal, descemos pelo vale pequeno, de lameiros bem arranjados em direcção a um dos ex-libiris do Parque...



A cascata de Arnal. No verão é dos locais mais aprazíveis de Vila Real.




Estas fragas, naturais, poderiam ter já um título. Por exemplo "mãe e filho".


A carqueja, Genista tridentata, antes da floração.

CARVA, vertente norte do Escarão

CARVA


A Serra do Escarão é a referência para quem, forasteiro, se aproxima das terras de Jales. No entanto, talvez por erro administrativo esta terra pertence ao concelho de Murça. Quem ali chega verá que pouco terá a ver com essas terras e a geografia e o clima (até as pessoas) são nitidamente caracteres da Terra Fria.


Terra difícil de trabalhar.



Nestas terras, o pinheiro bravo, a custo vai medrando.


Trás da Portela e as vistas imensas para Chaves, Espanha e Valpaços, para norte e nordeste. É possível, do Escarão ver-se as terras durienses. Ao fundo vê-se o Minhéu, último contraforte do Alvão.


Servida por inúmeras linhas de água no inverno, no verão a ribeira com o nome da aldeia seca por completo. A melhor água é a das nascentes que vertem do Escarão.

As doenças dos castanheiros dizimaram aquela que seria, provavelmente, a maior riqueza da aldeia: a castanha.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MINHÉU 15MAR2010

É um dos pontos mais altos a noroeste de Vila Pouca de Aguiar, contraforte mais a norte do maciço Marão-Alvão, considerada a parte terminal desta última serra.
Mais uma vez o silêncio, a paisagem nua, os horizontes largos são o mote melancólico de quem percorre estas penedias.





Eu e o meu companheiro de viagem pensavamos contornar o pico quase sempre à mesma cota. Tal não pôde ser feito porque os caminhos marcados nos mapas do Instituto Cartográfico do Exérxito estavam desatualizados e estes não existiam já. As giestas endémicas foram o obstáculo.



Algumas bétulas, alguns pinheiros e poucos carvalhos negral ou pyrenaica. O resto são arbustos, a flora predominante neste Alvão.






Um santuário católico a fazer parecer mais uma ara pagã... só assim pode ser nestas alturas telúricas.






A civilização e a tecnologia "de tôpo".










Estes lameiros murados são dos mais belos que já vi em Trás-os-Montes. Perto de Trandeiras e Afonsim.


Acrobacias!




As cancelas, aparentemente iguais, são sempre diferentes.