Boas vistas

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

TRILHO DA REGATINHA (PR12)- C.M. V. POUCA AGUIAR. 31OUT2008


Neste período havia conhecido através da net, pela página da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar,  os percursos que esta edilidade tinha construido no seu concelho. Este foi o primeiro percurso que fiz, circular, de cerca de 15 km.


É uma área geográfica interessante, que não conhecia, na freguesia de três Minas, mas a começar na capela de Filhagosa, uma aldeia triste e pequena.


Sobe-se para Reval pelo meio de castinçais e pinheirais, onde não faltam os sempre escassos carvalhos. Vestígios de pastores e ovelhas, mas muito discretos.

A máquina de fotografar é parca em capacidades, mas o intuito é mostrar os percursos e este é o material que tinha.



Pelo meio encontra-se surpreendentemente uma ponte de arco em ogiva, referenciada como sendo do século XVI ou XVII, elegante e fotogénica, antes de atravessar um ponto cheio de ciprestes interessantes.



Nesta zona, vi dos mais belos lameiros. Havería depois de subir até Covas.


Por incrível que pareça, ao fundo vê-se o Escarão, esse promontório referência.


Estes amanitta muscarya, já estavam bem passados pelas geadas, apesar do calor desse dia.








Covas numa perspectiva mais azul.




domingo, 27 de novembro de 2011

"TRILHO DO CÉU E DA TERRA"- Sta. Marta de Penaguião. 4 Out 2008 e 7 Out 2010.

Percurso circular, no Concelho de Santa Marta de Penaguião.
Pouco mais de 12,6 km, a ver uma paisagem mista (às vezes mística), ora um Douro vincado, nos sopés e vales, ora um Marão, serrania pura e dura, a quem Pascoaes trataría por tu.
O percurso começa em Fornelos, esse povoado a escorrer pelo monte abaixo, subindo-se através de um pinheiral muito pobre e ardido, em que os vinhedos são deixados para trás. Fontes é o povoado intermédio para depois voltar a Fornelos.




A serra aproxíma-se, e com ela o misticismo, a espiritualidade do povo a esparramar nas alturas vários santuários a Senhoras, ex deusas, ou Senhores ex deuses... quem disse que o cristianismo é uma religião monoteísta? O povo assim parece entender as formas e as cores da NATUREZA.








Esta é a escadaria da Sra. do Viso, bem adorada pelos povos do alto Douro.


No cimo, onde quer se adora, ou se tem saudades...


Louvai-nos Ó Deus No Céu e na Terra...



... ou nas árvores! É aí que eu prefiro ver os deuses.


Ou nos frutos.

 Ou nos amigos.

 Até nas abóboras...



No trabalho do homem..




Amém!

sábado, 12 de novembro de 2011

CARVALHELHOS, o espaço místico


 
Partilhava com o meu pai, um gosto muito especial pela terra de Carvalhelhos. Não apenas pela estalagem acolhedora e de gente simpaticamente transmontana, serrana. Mas pela paisagem, ou até pelo misticismo que esta evoca, através das matas de carvalhos, pelos relevos ondulantes ou vertiginosos, pelo ruído das águas (no inverno mais intenso) que encantam, qual lenda arturiana de raízes celtas.


E este é um espaço com raízes bárbaras, provavelmente célticas. Há imensa famílias cujas gerações têm perpetuado os cabelos de um loiro vivo e uns olhos azul de mar.


E o encanto é total. É um espaço onde andar é ainda um prazer maior... ou melhor, caminhar aqui  é envolver-se na paisagem, nas cores e nos sons e comungar com a mãe Natureza. Caminhar aqui não é como caminhar em qualquer outro local do planeta! Caminhar aqui é percorrer estradas que nos podem conduzir ao paraíso.


Este é um local único para mim. Não interessa a má qualidade das fotos. É necessário ir lá, parar muitas vezes na caminhada e contemplar apenas, com todos os sentidos.


Não há carvalhais mais intensos, que estes!


O Castro de Carvalhelhos é a prova de que a humanidade soube vingar principalmente através do misticismo e da espiritualidade. Aqui é fácil adorar as árvores ou a água ou as pedras, ou os relâmpagos...


O homem transformou a paisagem, mas aqui soube preservar a originalidade da Natureza. Aqui os dois conseguiram comungar.


Até os líquenes são mais brilhantes!


O nevoeiro é mas penetrante!


 E as árvores escondem-se na paisagem, escondendo também os deuses!

PR4- TRILHO DO ALVÃO (C.M. Vila Pouca de Aguiar)- 15Maio2009

Neste trilho, feito há uns anos com o meu amigo Achim, eque é de pequeníssima rota, e de grau de dificuldade baixíssimo, olhámos o Alvão de uma outra perspectiva: a perspectiva de topo, como o trilho que fiz de Vila Real atá quase a esta barragem.

Barragem da Falperra.

Paisagem quase despida de árvores, com imensas plantas arbustivas típicas do nosso norte, endémicas nesta serra, como a giesta, ou os tojos, onde o homen, por vezes, tenta modificar a paisagem natural, aqui e ali, fazendo a terra mais castanha e a contrastar com as cores primaveris de um maio um pouco quente. No entanto, nesse dia e apesar do sol e do céu límpido, havia geado e o frio ainda se fazia sentir quando começámos a caminhada.

Cancela 1.



Terra arada.


Estarada florestal (e as árvores?).


Muro de pedra e terra lavrada. Esta paisagem é o meu Trás-os-Montes.


Cancela 2.


Giesta branca (Cytisus multiflorus).


As giestas (Cytisus), as urzes (Ericaceae), os tojos (Ulex), e outos arbustos, na explosão primaveril aparentemente fraca, mas de um poder visual enorma, para não falar do odor e do potencial para produção do mel da melhor qualidade do mundo.


Caminho.


Giesta amarela, (Cytisus striatus).


Umas bétulas (Betula pendula). Estas já são muito poucas no alvão elevado, mas são aquelas que melhor resistem à altitude.


Cores de fundo vista da Barragem. O Alvão torna-se diferente com estas cores de primavera.


Este é o pequeno dique, que deverá fornecer água potável à vila de Vila Pouca de Aguiar.